Contatos@revistacentral.com.br ou (88) 3412-3125 / 9914-6853 / 9268-4908
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. <!-- document.write( '</' ); document.write( 'span>' ); //--> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. <!-- document.write( '</' ); document.write( 'span>' ); //-->

Busca


Receba por email

Receba grátis nossas manchetes!

Nome:

Email:

Leitores Online

Nós temos 111 visitantes online

Código de Conduta

Siga

twitter-vec

Pe. Renato Moreira

Francisco, o operário

Pe. Renato Moreira

francisco1As valas cavadas eram profundas e do seu interior surgia um mau cheiro horrível. Havia quem regurgitasse sentindo aquele odor. Francisco, um Francisco qualquer, sem eira e nem beira, conseguiu aquele emprego a muito custo – humilhou-se e teve que dar demonstrações hercúleas de que aguentaria o tranco – e não estava muito disposto a dispensá-lo. As tripas reviravam quando um cano de esgoto era, acidentalmente, estourado; mas as tripas também reviravam de fome, quando o dinheiro da quinzena não era suficiente para pagar a bodega.

Cedinho, enquanto atribuía confiabilidade à corrente de sua “barra forte”, preparava-se psicologicamente, esfregando as mãos e aquecendo os calos que a picareta deixou no dia anterior. Não sabia coisa nenhuma das teorias de Freud e de Jung, aquelas que explicavam o que ele estava sentindo, mas sabia perfeitamente – ah, isto sim – que tinha de se sobrepor à vontade de continuar deitado na rede, no canto de seu casebre. Assim inspirado, e sem café da manhã, ia para o seu “campo de batalha”. No caminho, unia-se aos companheiros de odores e de suores para, juntos, ganhar o pão de cada dia.

 

Em lugar nenhum

Pe. Renato Moreira

democracy1“ - Meu amigo, não faça isto!”, exclamou João ao seu colega de trabalho Marcos. Os dois trabalhavam numa marcenaria, na cidadezinha de Mega, interior remoto do Estado das Ligranas, lá no país de Utopos.

A vida lá era boa. Todos viviam satisfeitos.

Democracia era coisa desconhecida por aquelas bandas. O povo atingiu tanta consciência a respeito dos direitos e dos deveres, que não havia necessidade de entregar parcela da própria liberdade e colocar na mão de um representante comum.

Jean Jacques Rousseau e o seu contrato social eram ridicularizados nas ruas e, nas faculdades da cidade, estudados apenas na grade curricular do curso de história. Nos cursos de direito e filosofia, era apenas uma teoria ultrapassada. Todos sabiam o que podiam e o que deviam.

 

Ele é a luz

Pe. Renato Moreira

luz_no_fim_do_tunel_1Às vezes, a famosa luz no fim do túnel não aparece. A escuridão é maior que a claridade e corremos o risco de desesperar. Nem mesmo respirar fundo e fechar os olhos ajudam. Não conseguimos pensar, e o exercício da razão é algo quase impossível. A tempestade mental se instala e o turbilhão de pensamentos ruins gera o caos.

Somos frágeis, constatamos, pois sentimos que não controlamos nossas emoções, mas, sim, são elas que comandam o nosso corpo. No momento da raiva, ou da dor, ou, ainda, do sofrimento, o coração acelera, as faces ficam rubras, as mãos suam e gelam, e o estômago parece embrulhar.

A alma também sente as conseqüências de tudo isso. A insegurança e a indecisão insistem em desestruturar qualquer alicerce já lançado. O tremor do espírito é inevitável. Todos nós sentimos isto e fugir é ineficaz, não resolve nada.

   

Ronda 1242

Pe. Renato Moreira

Foto: Jackson PerigosoDeus vai nos dando sinais de que o mundo é dele. Quando estamos desiludidos com tanta corrupção e pequenez da parte dos homens, gestos simples comprovam que a humanidade é, sim, capaz de se superar.

Trafegando pelas ruas de Quixadá, na noite de domingo, flagrei uma interessante atitude dos ocupantes de uma viatura (VTR) do Ronda do Quarteirão (a de número 1242), na Avenida José Caetano.

A VTR, com o giroflex ligado, parou ao lado de duas senhoras, acompanhadas por um garotinho de seus quatro ou cinco anos de idade, talvez filhinho de uma delas. Eu, que vinha no meu carro, parei bem atrás da VTR e acompanhei o desenrolar dos fatos. Supunha que aquelas senhoras estivessem em atitude suspeita e, por isso, os policiais iriam fazer alguma espécie de abordagem.

 

Decida-se

Pe. Renato Moreira

Cuidese_1Calma, espere um pouco.

Respire fundo e sinta o ar entrando pelos seus pulmões. Não para de encher o peito de oxigênio, pois é ele que dá vida.

Se for preciso, feche os olhos e contemple a escuridão que as pálpebras cerradas proporcionam.

Faça um pequeno esforço por desligar-se dos sons externos. Controle seus ouvidos, selecionando os estímulos que por eles chegam.

Sinta toda a extensão do seu corpo e conscientize-se de cada centímetro dele. Neste pedacinho de você, milhões e milhões de terminais nervosos insistem em sentir as mais variadas sensações, desde o frio ao calor, desde a maciez à aspereza.

   

Página 1 de 8

© 2009-2010 Copyright Revista Central. Todos os direitos reservados. Reprodução do conteúdo desta página só com autorização. Desenvolvido por Usina do Site. Faça seu site com a gente.