Meu Pai
Coluna Domingos
Por Luiz Domingos de Luna Dom, 08 de Agosto de 2010 01:46

Posso chamar de Pai
A Vida ele me deu
Na construção do meu eu
O respeito vem e vai
Fica a recordação
Do lindo ensinamento
O Meu sentimento
Sempre no coração
Na selvageria social
A bondade ele expressa
Uma vida que começa
Ao primeiro sinal
Difícil civilidade
Implantar na geografia
Serenidade e sabedoria
No opaco olhar da cidade
Oh! Ingrata geração
Para dar alinhamento
O Brilho do Conhecimento
O Pulsar da gratidão
Caldo cultural deficiente
Espaço rústico de dor
Cuide mestre, Meu Senhor
Na seleção da semente
Viajaste hoje ao mundo celestial
A Paz e o ensinamento
Quebrando sempre correntes
Plantando boas sementes
Num mundo desigual.
Colunista
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – (CE)
As opiniões aqui expressas não necessariamente coincidem com a da Revista Central





Qual do dispositivo mágico, que acionou, quando do pretenso noivado entre a rica barbalhense, Ana Grangeiro Chaves, filha de Antonio Sampaio, proprietário do maior empório comercial do Cariri – Casa Sampaio, com o primo pobre e caixeiro da Casa Sampaio – Salustiano Grangeiro de Luna, ao tiro certeiro de Joaquim Teles Marrocos, ao abade Geral do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, em 1901, Dom Gerardo Van Caloen, à solicitação do Caipira do Cariri, Salustiano Grangeiro de Luna ao ingresso na multissecular ordem Beneditina.
Qual não foi a dor do Padre Francisco França, quando no ano de 1978, notificou que havia uma grande fissura na torre Norte da Igreja Matriz de Aurora! Que a cada dia aumentava. Populares já contavam como certo o desmoronamento, pois os habitantes já não passavam por aquele espaço ameaçado.
E incrível o poder de inquietação dos que não conseguem se adaptar a naturalização das mesmices de uma terra, lugarejo, logradouro (...) que à luz do tempo, nada a oferecer, a quem sonha com a tenacidade, com o enfrentamento de um mundo mais concorrido, quem sabe! Cruel, às vezes, com certeza, uma luta desigual, pois “o exilado” de seu torrão natal, nunca entende se tratar de um exílio, mas sim, de um ser que abandonou o seu berço existencial para a plenitude, conseguida com sangue suor e lágrimas, passando inclusive, por agruras tão doloridas, que, em não suportando o peso do acirramento competicional, uma parcela se dilui na argamassa humana dos anônimos, vencidos pelo tempo e pelo cansaço existencial, à dor de uma renitência pisoteada, humilhada e violada, transformando , o grande objetivo do desbravador social em um sonho caído, um sonho quebrado, um sonho perdido.
O cheiro dos seres humanos é algo muito forte, via de regra, usamos os nossos sentidos como janelas para o mundo individual, de fato, a silhueta do homo sapiens corrobora para a o egocentrismo do nosso ser, nós somos meros captadores e consumidores de meio externo, porém, não há uma preocupação com a natureza, até parece, que esta despreocupação está timbrada no nosso DNA, em prosseguimento, as formas sociais vão desenhando o espaço pensamental de cada um, pois, vive-se numa eterna fábrica de seres humanos, ou desumanos, o circulo cultural permeado, tem um potencial modificador, capaz inclusive, de mascarar o direcionamento biológico na conspiração cotidiana de destruição do espaço, ao custo de reclames da mãe natureza, a chorar eternamente em berço esplêndido. Por enquanto e até quando?
Desde o umbral da historia do homem em sociedade, que um resíduo sociológico, vem, das mais priscas eras, perpassando por todos os períodos, colado no cotidiano dos seres humanos, como um vírus a espalhar doenças contagiosas, pois, têm um poder letal em qualquer agrupamento sociológico, quantos danos provocados no processo interativo, prejuízos enormes na convivência humana, porém a força do fuxico, sempre presente a assombrar os mais fiéis crédulos, é uma arma apontada para um alvo, que se desconhece vez que, o fuxico pode, em questão de segundos, transformar-se num boato forte, consistente e às vezes com um agravante maior, o apoio da mediana da sociedade, os fundamentos racionais, em muitos casos, nem existirem, mas o boato voa, tem um poder incrível de manter-se vivo e atuante no espaço social.